20/5/2020 | BYPOR Jane Reuter

Funcionário número 8 relembra seus 33 anos na Viasat

A primeira tarefa do gerente de engenharia Dan Schneider como funcionário da Viasat foi construir estantes para livros. Era 1987, e Schneider foi o 8º contratado da empresa de um ano de idade, que comemora seu 34º aniversário em maio de 2020.

“O cara novo sempre recebia esse tipo de trabalho, então essa foi minha primeira tarefa”, relembra. “Também é emblemático o fato de que na época todos tinham muitas funções e responsabilidades diferentes.”

“Nós da Viasat sempre valorizamos pessoas inteligentes e capazes. Então, também era importante que elas fossem realmente versáteis.”

Aquela estante foi o primeiro passo de uma carreira de 33 anos, ainda em andamento, para Schneider. E foi também uma continuação do relacionamento dele com o CEO Mark Dankberg.

Schneider e Dankberg se tornaram amigos na faculdade, quando frequentaram a Universidade Rice, em Houston, Texas, depois trabalharam juntos na Rockwell International.

Quando Schneider fez a entrevista na Viasat, com pouco mais de 30 anos de idade, ele já trabalhava em engenharia e também possuía experiência em produção e operações. Isso fez dele um perfil valioso para uma empresa jovem, que precisava de talentos altamente qualificados e versáteis. Ele foi contratado como engenheiro de design digital, mas também atuou como gerente de operações, gerente de CAD (Desenho Assistido por Computador, em português) e departamento de qualidade.

“Nós estávamos com ‘fome’ de oportunidades”, diz Schneider. “Era importante ter pessoas que pudessem mudar de marcha e acelerar qualquer habilidade em que fosse necessário serem boas.”

Desde o início, ele conta: “Eu comprei a ideia da Viasat. Eu era um jovem engenheiro e estava empolgado com as oportunidades que uma startup oferece. E, fazendo uma retrospectiva, sinto que todos os funcionários tiveram um impacto realmente significativo na trajetória da empresa.”

O entusiasmo dele também estava ligado aos colegas com quem trabalhava.

“Em todos os outros lugares onde estive, sempre me senti como uma das pessoas mais inteligentes e que mais trabalhavam duro”, diz Schneider. “Quando cheguei à Viasat, não diria que passei vergonha, mas todos tinham esses atributos.”

“Sinto que isso é algo que permaneceu conosco – uma daquelas partes essenciais da cultura da empresa que mantivemos.”

Uma operação pequena

Naquela época, a Viasat ocupava um pequeno escritório em Paseo Del Norte, na cidade de Carlsbad, Califórnia, localizado na saída de uma rodovia, a Interstate 5. Os quatro computadores Apple pertencentes à empresa ficavam na área comum. Já as máquinas de alto desempenho – incluindo um Apple II com monitor colorido e um IBM Compatible para captura esquemática – eram mantidas em carrinhos compartilhados pelos funcionários, movimentados de sala em sala, conforme necessário.

Mas isso não durou muito tempo. Schneider viu a empresa crescer, primeiro dentro do mesmo prédio. E depois em um lugar maior, à medida que a Viasat conquistava contratos grandes, que exigiam mais funcionários.

Mesmo com tudo isso – incluindo o IPO (oferta pública inicial) em 1996, a expansão contínua dos escritórios, novas linhas de produtos e lançamentos de satélites -, Schneider conta que a cultura da Viasat que ele conheceu ao ser contratado permaneceu firme.

“O que sempre foi verdade sobre a Viasat é que somos orientados para os funcionários”, diz. “Sempre houve o reconhecimento de que o sucesso da Viasat é realmente um resultado das pessoas que trabalham na empresa. E é por isso que ainda estou aqui – é um ótimo lugar para trabalhar e só quero seguir em frente.”

Aos 65 anos, Schneider poderia se aposentar. Mas ele escolhe não fazer isso.

“Sinto que eu tive algo a ver com a maneira como a Viasat é hoje”, afirma. “A empresa é como uma parte de mim, não apenas o lugar em que trabalho, e ainda não estou pronto para abrir mão dessa parte da minha vida.”

“Talvez seja como uma família. É como se pertencêssemos um ao outro.”


Viasat: 34 anos e crescendo

Inaugurada na garagem do CEO Mark Dankberg com apenas US$ 25 mil em capital investido, a Viasat partiu logo para uma estrada de rápido crescimento – um padrão que tem continuado a seguir nos 34 anos desde então.

A empresa foi fundada em 9 de maio de 1986 por Dankberg, Steve Hart e Mark Miller. Os três ainda estão na empresa.

No final de seu primeiro ano, havia garantido US$ 300 mil em venture capital (capital de risco).

No início, os fundadores trabalharam em pequenos microprocessadores em placas de circuito para o governo dos EUA. Um de seus primeiros clientes foi o Departamento de Defesa norte-americano, que comprou modems para suas redes de satélite.

Do começo, criando componentes de satélite, a Viasat expandiu até lançar e operar sua própria frota, que agora cresce. Pesquisa e desenvolvimento internos e aquisições estratégicas tornaram a companhia um player maior no mercado a cada ano.

Em 2000, a empresa comprou uma unidade da Scientific-Atlanta que fabricava antenas terrestres conectadas a satélites. Logo depois, a Viasat começou a trabalhar com a Boeing no acesso à internet para aviões, e depois ganhou um contrato para construir modems residenciais para a WildBlue Communications, provedora de internet via satélite com sede em Denver, no Colorado.

A Viasat adquiriu a WildBlue em 2009, assumindo seus 400 mil assinantes nos EUA e sua rede de satélites.

Em 2011, lançou o ViaSat-1 – um satélite com mais capacidade do que qualquer outro no espaço à época -, e em 2017 foi a vez do ViaSat-2, que tem sete vezes a cobertura geográfica e quase o dobro da capacidade do antecessor.

Agora, a Viasat planeja lançar o primeiro dos satélites ViaSat-3 em 2021. Trata-se de uma constelação de três satélites que emitirá largura de banda para praticamente qualquer lugar do mundo, com a qual a Viasat pretende ser o primeiro provedor global de serviços de internet.

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